Já experimentou acreditar em si mesmo ?
(Source: 08-5)
Olhe para você mesmo, você não é um erro foi Deus quem te fez e Ele não comete erros!
(Source: eternodevedor)
“ Vem cá .
Me abraça .
Me dá um beijo na testa e
diz que nunca vai me deixar .
(Source: sunsetinjune)
“ Passaram-se muitas estações desde a última carta escrita…
Ainda me recordo claramente tal dia: Eu via um pôr-do-sol avermelhado através de uma grande veneziana em uma biblioteca, o céu estava rosado devido o frio, se tonalizando com o lilás da noite que estava por vir, e meu coração se dilacerava em nostalgias espinhosas a cada letra eternizada no papel. Em mãos eu tinha um café muito doce e ainda quente demais pra se beber com pressa, que —talvez— fora o motivo de minha carta ter sido tão apaixonada e detalhada. O vapor subia, dando contraste ao cenário que meus olhos usavam pra se distrair. Escrevi uma carta grande, levantei, percorri os corredores vazios que ecoavam cada passo apressado dado, abri a grande e iluminada porta de vidro da saída, vomitei minha saudade pelos olhos, sequei-as, antes que denunciassem meu estado interno, e antes que eu me dirigisse ao metrô, rasguei a carta em oito pedaços. Rasguei na esperança que o passado fosse levado com o vento como aqueles pedaços de folha —que mais pareciam cacos de minha alma— sequei outra lágrima, apertei meu rosto com as mãos, olhei para o céu como quem clama em desespero a cura de uma chaga mortal, olhei para frente e parti; Ali acabou meu dia —e também o resto do ano.
[…]
Não é sempre que as palavras caem no papel de forma harmoniosa, e, mesmo que as inspirações viessem acalentar meus pensamentos, eu não escreveria. Ao escrever, minhas memórias se reacendem dentro de mim, me fragilizando mais do que é de meu agrado. Dizem que os olhos são as janelas da alma, mas se alguém realmente quiser saber sobre a saúde de minha alma, basta interpretar os meus textos com a mesma sintonia que eu os escrevi.
Pela janela eu via as folhas secas cadentes dançarem, trazendo o outono e todos os seus dias calmos. Vai-se embora o verão sem se despedir, e da mesma forma que veio sem ser bem-vindo, tal como o amor; Meu espírito nunca foi de dar boas vindas ao calor. Sinto que nele tudo é mais cansativo, mais passageiro, mais tedioso, e com certeza menos inspirador.
Os tempos frios vieram, e ironicamente o amor queimando torna saudade mais ardente. Incinera-me por dentro sem dó, enquanto minha pele se contrai com o frio das tardes solitárias, apenas lembrando de vidas que vivi com a pessoa mais linda desse mundo, a perfeição em carne, osso, e olhares famintos. Um corpo que parece ter sido modelado ao meu, dando o encaixe de um abraço perfeito. Cabelos negros como a noite, pele branca como a lua, olhos cintilantes como estrelas em fulgor […] Sinto tanta saudade de nós…
Vai-se outra estação, outras dores, outros pedaços de mim. A casa vazia assiste meu peito se rasgar. Fecho a janela, respiro fundo, choro um pouco, lembro, choro, lembro, choro… e durmo —na esperança de sonhar com você, e ali te ter pra mim.
Você está sentindo a falta de alguém agora, não é?
(Source: anjoperfeito)



